terça-feira, 6 de setembro de 2011


Noite.
Outra noite chega,
Eu aqui sozinha no silencio,
Que me enlouquece aos poucos,
Quando a noturna sombra invade meu ser,
Sussurra vendaval de outono batendo na janela,
É uma noite de solidão fechada,
Deixarei correr as horas em triste escuridão,
Abro um livro tento esquecer a noite,
Mas ela insiste em ficar tentando me amargurar,
Não sei por que escrevo tão pouco sei a quem,
Toda a noite sente essa sensação tão dolorosa,
Sussurros e prantos que roubam o encanto,
Solidão que agarra meus anseios e sufoca a saudade,
Tantas lembranças que foram comuns entre nós,
A noite esconde tantas verdades,
A cidade nua e adormecida,
Há segredos em cada lugar,
Existe uma brisa uma sensação,
De medo e dor que anda pelas noites,
Meu coração bate acelerado,
Lágrimas denunciam sensibilidade,
Horas de tribulação e horas de fraqueza,
No sofrimento da alma a dor aflora,
Mergulhada num passado de ternura,
A esses tempos de afagos ilusões,
Agora o luar traz mais cruel amargura,
Eu me encontro só na noite a trocar passos pela casa,
Olho para o céu é as estrelas estão lá,
Como quem querendo me ouvir,
Em forma de grito eu queria dizer,
As estrelas que não é a vida que eu queria.
Neuza Rodrigues Ferreira.

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