terça-feira, 6 de setembro de 2011


Gosto da vida.
Quero sentir o sabor da vida,
Juntar meus pedaços,
Unir um a um e fazer uma vida melhor,
Traçar como fosse um roteiro,
Sem esquecer nada,
Lembrar só o que é doce,
Esquecer todas as derrotas,
Pensar que um dia fui alegre,
Jovem e muito feliz,
Não quero pensar que existe,
Um príncipe esperando por mim,
Em algum lugar,
Pois isso era um sonho que ainda tinha,
Tantas derrotas e sentimentos fracassados,
Hoje estou tentando por os pés no chão,
Terminou as ilusões,
Sou realista sei de meus sentimentos,
Ninguém vai iludir meu pobre coração,
Estou tentando curar de tantas derrotas,
Perder só para a vida,
Ninguém é dono de ninguém,
Mas do meu coração sou,
Sou uma flor que á muito tempo,
Não abria seus botões,
Agora não quer mais deixar de florir,
Sou a primavera que esta aqui,
Neuza Rodrigues.

Sua vida.
Conte-me sobre sua vida,
Sobre as coisas que sabes,
Sabes muito bem fazer,
Uma história de saber,
Quando foi em busca de amores e paixões,
Saiu pela vida a procurar o que não via,
Passou muito tempo então,
Agora voltas com muito galanteio,
Cheio de encanto e prosa,
Dizendo ser o Don Juan,
Mal quero saber de suas aventuras,
Muito já passou você nem imaginou,
Que meu coração por outro apaixonou,
Aqui aos meus pés fez juras de amor,
Mas esqueceu que um dia foi meu,
Quais fora dias de melhores aventuras,
Que partiste deixando os sonhos para traz,
Isso jamais terá volta pobre rapaz!
Algum tempo me tivera sobre seu corpo nu,
Que abraçara ternamente com profundo amor,
Agora choras suas profundas mágoas,
Por ter naufragado no amor,
A sedução da brisa o amor da madrugada,
Mas nasce o fruto amargo e traz veneno em ti,
Aqui morre a mulher que um dia foi sua,
Com toda a pureza do amor.

Noite.
Outra noite chega,
Eu aqui sozinha no silencio,
Que me enlouquece aos poucos,
Quando a noturna sombra invade meu ser,
Sussurra vendaval de outono batendo na janela,
É uma noite de solidão fechada,
Deixarei correr as horas em triste escuridão,
Abro um livro tento esquecer a noite,
Mas ela insiste em ficar tentando me amargurar,
Não sei por que escrevo tão pouco sei a quem,
Toda a noite sente essa sensação tão dolorosa,
Sussurros e prantos que roubam o encanto,
Solidão que agarra meus anseios e sufoca a saudade,
Tantas lembranças que foram comuns entre nós,
A noite esconde tantas verdades,
A cidade nua e adormecida,
Há segredos em cada lugar,
Existe uma brisa uma sensação,
De medo e dor que anda pelas noites,
Meu coração bate acelerado,
Lágrimas denunciam sensibilidade,
Horas de tribulação e horas de fraqueza,
No sofrimento da alma a dor aflora,
Mergulhada num passado de ternura,
A esses tempos de afagos ilusões,
Agora o luar traz mais cruel amargura,
Eu me encontro só na noite a trocar passos pela casa,
Olho para o céu é as estrelas estão lá,
Como quem querendo me ouvir,
Em forma de grito eu queria dizer,
As estrelas que não é a vida que eu queria.
Neuza Rodrigues Ferreira.

domingo, 28 de agosto de 2011


Marido.
Ervas daninha que criam em todos os lugares,
Benignas pestes que cativam,
Vencendo seu coração,
O coração com desusada força,
Como se a vida ali buscasse refugio,
Certo e ultimo,
Estrela que não mais brilha,
Era um cravo perfumado belo e delicado,
Sedução da brisa o amor da madrugada,
Mas aqui morreu e nasceu a maldade,
Vai-se o querubim surge o demônio.
A morte pensar algum momento,
Nessa sombria porta da vida,
Um dia cansada e aborrecida acordei,
Olhando um deserto de prazeres perdidos,
Resta o gosto amargo de beijos vividos,
Desmaiara as noites derradeiras olhar frio e covarde,
Respirando como eu saudade e a tristeza,
Eras tu eu só quis numa ventura calma,
Sentir e ver o amor através da alma.
Neuza Rodrigues.

sábado, 27 de agosto de 2011


Chuva.
Tenho olhado de minha janela.
A chuva miúda e fina cair,
É o outono dando adeus,
As folhas amareladas cansadas suspiram,
Deixando algo para lembrar,
Que este sentimento não seja como as folhas de outono,
Signifique a essência e o conteúdo,
A paisagem prematura e severa,
Novo tempo vida renovada,
Corro a procura de alegria me entrego,
Mas sinto vontade de agradecer,
A ele por se importar comigo Deus,
Ele me ajudou a perceber a vida,
De minha janela admiro sua criação,
A chuva fina é como lágrimas que lava a alma,
Não encontro rimas para meus versos,
Mas tenho um clima bem aqui no meu coração.
Neuza.R .F

Chuva.
Tenho olhado de minha janela.
A chuva miúda e fina cair,
É o outono dando adeus,
As folhas amareladas cansadas suspiram,
Deixando algo para lembrar,
Que este sentimento não seja como as folhas de outono,
Signifique a essência e o conteúdo,
A paisagem prematura e severa,
Novo tempo vida renovada,
Corro a procura de alegria me entrego,
Mas sinto vontade de agradecer,
A ele por se importar comigo Deus,
Ele me ajudou a perceber a vida,
De minha janela admiro sua criação,
A chuva fina é como lágrimas que lava a alma,
Não encontro rimas para meus versos,
Mas tenho um clima bem aqui no meu coração.
Neuza.R .F

Pássaro.
Ouvi um pássaro cantar no escuro
Por um instante meu pensamento vou,
Pelo mesmo caminho,
Uma coisa mágica e tão doce de lembrar,
O vento começou a soprar tão amargamente frio,
Escondeu a lua no céu embasado não sei,
Como quem diz que quem vem nada tem nada pode perder,
Mas ainda assim o pássaro estava tão alto e tão ousado,
Esqueço então tudo o passado e a saudade ficam pela metade,
A casa vazia espera uma sombra que chega primeiro que eu,
Fecho os olhos e como um pássaro vou em direção ao canto,
Como foi bom viver aquela emoção!
A noite passou trazendo um longo dia,
Eu fiquei lá maravilhada com o pássaro,
Que cantou sua canção,
Que aqueceu meu coração.
Neuza Rodrigues Ferreira